A força psicológica de um treinador que perdeu os pais e irmão aos 10 anos

Ekapol Chantawong terá perdido os pais e irmão aos 10 anos de idade. Agora, aos 25 anos de idade, passa por uma situação igualmente trágica.

Depois do incidente que aconteceu na gruta com as doze crianças e o treinador, o mesmo terá feito, através de uma carta escrita, um pedido de desculpas a todos os familiares das crianças envolvidas na situação. O treinador foi breve na sua carta, sendo que o pedido desculpas foi o mais citado pela imprensa internacional.

Ekapol Chantawong, um jovem treinador de futebol de 25 anos de idade, terá ido dia 23 de junho com a sua equipa juvenil explorar as grutas de Tham Luang, depois de já o ter feito duas vezes.

Mas desta vez foi diferente, o treinador e a sua equipa de jovens terão ido mais longe na aventura e acabaram por ser surpreendidos por uma forte chuva que rapidamente inundou a caverna, obrigando os mesmos a seguir em frente para que não ficassem submersos pela água, o que acabou por os encurralar.

De acordo com um artigo publicado na imprensa internacional, o jovem treinador terá perdido os seus pais e irmão de 7 anos, em 2003, devido a uma doença. Ekapol, era um rapaz com apenas 10 anos quando perdeu a sua família. Até aos 12 anos, Ekapol, viveu com familiares próximos mas, de acordo com a sua tia, o mesmo era um rapaz desanimado e solitário.

O mesmo terá sido enviado para um mosteiro budista, onde passou 10 anos da sua vida e se tornou num homem “física e psicologicamente forte”.

Segundo a sua tia, que está acampada perto da gruta desde que o incidente se tornou do conhecimento público, Ekapol terá aprendido a meditar no mosteiro onde passou grande parte da sua vida.

Há cerca de três anos, Ekapol terá começado a treinar uma equipa de futebol juvenil. Desde então, graças ao seu empenho e dedicação, o mesmo tornou-se amigo e companheiro de todos jovens, estando com eles todos os dias depois das aulas.

O forte conhecimento de meditação que Ekapol tem, terá sido um factor importantíssimo para a sobrevivência de todos os jovens durante nove dias seguidos, sem qualquer tipo de apoio exterior. Para além de todo o espírito de companheirismo, o treinador terá ficado os primeiros nove dias sem fazer qualquer tipo de refeição, para garantir que os jovens pudessem ter alimento até a ajuda exterior chegar.

Após a equipa ter sido encontrada com vida, no passado dia 2 de julho, os mergulhadores ajudaram na troca de mensagens entre a equipa e os seus familiares.

“A todos os pais, agora os rapazes estão bem. Eu prometo que vou tomar conta deles o máximo que puder. Obrigado a todos os intervenientes que nos ajudaram neste momento. Peço imensas desculpas a todos os pais e familiares.”, disse o treinador na carta que enviou para o exterior.

Comentários

You may also like...