“A Sílvia viu o Rui perder a vida à sua frente” revela amigo próximo

A vítima mortal portuguesa dos recentes atentados em Sri Lanka, Rui Lucas, de 31 anos, encontrava-se na cafetaria do Hotel Kingsbury, em Colombo, capital do Sri Lanka, a tomar o pequeno almoço como a sua mulher, Sílvia Ramos, no Domingo de Páscoa.

O casal encontrava-se sentado à mesa quando Rui se levantou para buscar mais comida, numa altura em que o bombista estava dissimulado na fila como um hóspede comum, e se fez explodir. O mesmo método foi utilizado nos outros hotéis que também foram alvos de ataques terroristas.

As oito explosões tiraram a vida a cerca de 290 pessoas, e feriram outras 500. Sílvia conseguiu sair ilesa do ataque terrorista que já foi reivindicado pelo Estado Islâmico.

A viúva, conseguiu regressar a Portugal esta segunda-feira.

Um amigo próximo que falou com Sílvia contou ao Correio da Manhã,“Disse-me que foi tudo muito rápido. Contou-me que ele se levantou e pouco depois deu-se a explosão. Ficou muito fumo na sala. Depois conseguiu ver o Rui. Estava morto à sua frente”.

Segundo conseguiu apurar o CM, a mulher de Rui conseguiu apanhar um voo comercial que fez escala no Dubai e aterrou ontem de manhã em Lisboa, onde tinha no aeroporto a família à sua espera, partindo depois para Viseu.

Os primeiros indícios da investigação sobre os atentados de domingo no Sri Lanka mostram que foram realizados em represália pelos ataques às mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia, revelou o Governo.

“As investigações preliminares revelaram que o que se passou no Sri Lanka foram (atos) cometidos em represália aos ataques aos muçulmanos de Christchurch”, revelou Ruwan Wijewardene, vice-ministro da Defesa, ao Parlamento cingalês.



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