Associação da GNR defende que criminosos “não são merecedores do mesmo respeito” que cidadão comum

A Associação Sócio-Profissional Independente da Guarda mostrou-se hoje a favor da divulgação das imagens dos fugitivos capturados pela PSP, considerando que os criminosos “não são merecedores do mesmo respeito e consideração” que o cidadão comum.

Em comunicado, a associação referiu: “A ASPIG está solidária com os profissionais da PSP, envolvidos nesta matéria, e não fica indignada com as fotografias, expostas publicamente, pois considera que os criminosos – nelas identificados como tal – não são merecedores do mesmo respeito e consideração, por parte do Estado e da comunidade, atribuídos ao cidadão comum”.

Este comunicado da ASPIG surge após a divulgação das imagens do momento da detenção dos três fugitivos , do Tribunal de Instrução Criminal do Porto, primeiramente por um sindicato da Polícia de Segurança Pública (Sindicato Unificado da Polícia), e de seguida por várias redes sociais e órgãos da comunicação social.

A ASPIG considera que “um Estado de direito democrático só o é de facto quando a autoridade do Estado, através das forças de segurança e outras entidades, não é ‘beliscada’ pela ‘gritaria’ de certas instituições que promovem a defesa dos direitos humanos sem que, muitas vezes, estejam na posse da realidade dos factos”.

Desta maneira, a ASPIG expressa “repudio pelo facto de parecer que se vive numa sociedade em que, sistematicamente, o defensor dos cidadãos é constantemente visado em processos que lhe são desfavoráveis, enquanto os prevaricadores parece usufruírem de todos os direitos de defesa e pronto apoio das mais estranhas entidades”. 

Depois do sindicato da PSP ter partilhado as imagens da detenção dos homens já algemados, vários órgãos e blogs nas redes sociais também partilharam estas imagens dos três fugitivos, que foram encontrados e detidos na sexta-feira à tarde dentro de um parque de campismo em Gondomar.

Os homens que estão indicados por assaltos a idosos no Grande Porto, tinham fugido na tarde de quinta feira do TIC do Porto, após um juiz de instrução lhes ter decretado prisão preventiva.

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