Equipa de portuguesa de combate a fogos elogiada na Suécia

Os operacionais portugueses continuam a combater os incêndios que assolam a Suécia, há já vários dias. Depois de combaterem seis incêndios em três operações distintas, os portugueses têm sido muito elogiados e valorizados pelo sucesso alcançado no combate às chamas.

Miguel Cruz, adjunto da ANPC e coordenador da missão portuguesa na Suécia, afirma que a missão portuguesa está a correr bem e conforme era expectável. Garante que “está a haver um bom enquadramento com as autoridades suecas e com os restantes módulos presentes”.

De acordo com a imprensa local, desde as 15horas de sexta-feira que estão sete equipas ao serviço, a combater um forte incêndio em Lockhyttemasten, a poucos quilómetros de Örebro. Avançam ainda que às 22horas a situação estava sob controlo devido à atuação dos bombeiros portugueses. Durante todo o dia de sexta-feira, a brigada de incêndio de Nerike recebeu assistência portuguesa efetiva no trabalho de extinção em Lockhyttan.

O chefe dos bombeiros recorda os esforços necessários para o socorro do país, dizendo que as bombas de água vindas de Portugal tiveram um papel decisivo no controlo das chamas em Lockhyttan. Staberyd, representantes das corporações suecas, confirma ainda que as aeronaves de combate portuguesas desempenharam um papel crucial para controlar o fogo durante a noite de sábado. “Eu não sabia que aeronaves relativamente pequenas poderiam ser tão eficientes. A aeronave de Portugal não contém tanta água quanto a italiana, mas foi o suficiente para nós”, diz Per-Ove Staberyd.

Miguel Cruz avança que as maiores dificuldades têm sido o grande número e dimensão dos incêndios, a par da menor experiência dos suecos no combate a fogos de grandes dimensões, que é uma nova realidade para o país nórdico. Em contrapartida o coordenador português garante que “a menor dimensão das aeronaves portuguesas tem mostrados mais valias devido à sua versatilidade, à facilidade em chegar a locais de carga mais apertados e também à maior aproximação que conseguem fazer do solo”.

Miguel reforça ainda a fiabilidade das aeronaves em termos mecânicos, que não tem defraudado as expetativas. Staberyd, gestor do corpo de bombeiros de Nerike, afirma que apesar do fogo estar controlado não significa que estão fora de perigo, continuando a decorrer os trabalhos no terreno. Em alguns pontos do país fez-se sentir aguaceiros e uma ligeira precipitação, que veio acalmar alguns dos incêndios, porém outros foram ativados ou intensificados com o surgimento de trovoadas. Todas as aeronaves e tanques têm abastecido em lagos próximos, dado que a Suécia tem grande disponibilidade de água. Nesse aspeto, também a pequena dimensão das aeronaves portuguesas tem ajudado.

As equipas portuguesas consideram que as autoridades suecas se devem adaptar a esta nova realidade não só para uma melhor atuação no combate aos atuais incêndios, mas também para um melhor e mais rápido combate numa possível situação futura. Miguel Cruz avança que de momento as equipas portuguesas não estão a intervir mas que continuam a postos para atuar em qualquer situação e a qualquer momento, apesar de as previsões meteorológicas apontarem para ligeiros períodos de precipitação nos próximos dias, em algumas zonas do país. Ainda não há previsão da data de regresso das equipas portuguesas.

Fonte:
CM

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