Família alimenta diariamente raposa após incêndio em Monchique

A raposa, que vive no meio da área ardida da Serra de Monchique, passou a ser vista diária da família.

Logo depois do incêndio que deflagrou na Serra de Monchique, no início do passado mês de agosto, uma raposa começou a ser vista junto da casa de Jorge Gaspaar e Graça Nunes.

O animal, esfomeado, foi se aproximando dos moradores dia após dia e acabou por começar a ser alimentado pelo casal. Desde então, a raposa, batizada com o nome de Juliana, passou a ser visita diária e, todas as noites, por volta das 22:00, surge do meio da floresta ardida para ser alimentada.

“Hoje a ementa foi frango, mas já tem comido entrecosto e bifes de peru. Damos sempre uma cozedura à carne. Acho que ela já está mal habituada…”, diz Jorge Gaspar, em entrevista ao CM. Os dois filhos, o Bernardo, de 12 anos e o Rodrigo, de 8, também conseguiram conquistar a confiança da raposa e dão lhe alimento à mão.

“É triste ela aproximar-se por ter fome, mas acaba por ser um gesto de carinho da nossa parte”, sublinha Graça Nunes.

Bernardo conta que a raposa lhes costuma roubar coisas, como se tratasse de um cão, e têm de ir atrás dela, inclusive já lhe levou um chinelo, uns óculos de mergulho e um tubo.

À volta da habitação da família, entre Monchique e Alferce, a devastação é completa, existindo apenas floresta ardida. A própria casa foi atingida pelo fogo, sofrendo alguns dados que ainda estão a ser consertar. A família não vive sempre nesta casa na Serra de Monchique mas, os vizinhos, já lhes prometeram que irão continuar a alimentar o animal em caso de ausência.

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