Filha que matou a mãe perde a herança

A filha da professora, Diana Fialho, de 23 anos, confessou ter tirado vida à mãe adotiva. Drogou-a ao jantar e deu-lhe com um martelo, depois queimou-a num descampado em Pegões com ajuda do seu marido, Iuri Mata, tudo por causa da herança. No entanto, a filha não irá receber nada do património da professora de 59 anos.

Por isso, falhou o objetivo que estava na origem do crime, que tentou planear e executar em perfeição, mas sem sucesso por causa da Polícia Judiciária de Setúbal, que considerou a filha da professora como sendo “indigna”.

O professor universitário Rui Pereira, explicou ao Correio da Manhã o porquê dela ser afastada da herança da mãe. “O artigo 2034 refere explicitamente que quem for condenado como autor ou cúmplice de homicídio, com dolo, como é o caso, é afastado da sucessão [herança] por indignidade. Não é uma pena acessória. É automático.”

A professora não teria mais familiares além da filha adotiva, com quem partilhava uma má relação, a PSP chegou mesmo a ter que intervir num dos casos, em 2014. “Não havendo herdeiros, familiares seja em que grau for, ou testamento, em último caso quem recebe os bens será o Estado”, refere Rui Pereira. No total deixa para trás dois carros, três casas, e mais as contas bancárias.

A filha, tentou juntamente com o seu marido, enganar toda a gente, fazendo a queixa do desaparecimento da mãe à PSP no domingo, quase dois dias depois do homicídio. Chegou também a publicar no facebook uma mensagem sobre o desaparecimento, apelando a que partilhassem e lhe comunicassem se soubessem de alguma informação sobre o seu paradeiro, fingindo assim não ter conhecimento do que aconteceu à sua mãe que a adotou quando ela tinha cinco anos.

Diana Fialho, deu ainda uma entrevista ao Correio da Manhã, horas antes de ser detida, fingindo não saber o que se tinha passado.

Diana terá sido a principal protagonista na organização e execução deste homicídio, no entanto, sabe-se que ambos, ela e o marido, pesquisaram na internet o local onde se desfazer de um cadáver, e compraram num posto de abastecimento gasolina e isqueiro separadamente para não levantar suspeições.

Após queimarem o corpo, usaram o segundo carro da mãe, que não tinha via verde, para não deixar rasto na portagem, e atiraram os seus pertencentes ao Rio Tejo.

Tentaram limpar os rastos do crime, como a bagageira do carro e a roupa, no entanto a Polícia Judiciária de Setúbal descobriu ainda assim todos os passos dados.

O caso que chegou à Polícia Judiciária de Setúbal na quarta-feira, desconfiou de imediato da filha pelo “apelo frio” que tinha deixado. O corpo foi ainda descoberto nesse dia à noite, carbonizado, e Diana e Iuri foram interrogados e detidos às 02h00 da manhã de sexta-feira.

Inicialmente começaram por negar o crime, no entanto, perante a confrontação com as provas, como a localização dos telemóveis, imagens de videovigilância, e os vestígios deixados nos locais do crime, rapidamente confessaram o crime ás autoridades.

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