Fotos de Lara com ferimentos foram ignorados pela justiça meses antes do pai lhe tirar a vida

A 10 de setembro, de 2018, a mãe de Lara entregou no Tribunal de Família e Menores fotografias de marcas de agressões no corpo da menor, após a menina ter estado na companhia do pai.

As imagens revelavam hematomas nos braços e nas pernas, o que era frequente apresentar após estar com o pai.

A mãe, Sandra Cabrita, pediu custódia total da filha, mas o juiz decidiu que não havia necessidades para seguir em frente com uma decisão provisória. O MP pediu um relatório às técnicas da Segurança Social, e a pequena Lara continuou a alternar de guarda, entre a mãe e o pai.

Fernando Cortês, advogado da família de Lara, contou ao Correio da Manhã que “o relatório foi elaborado em novembro e a conferência de pais marcada para segunda-feira passada. Mas já não aconteceu, porque o pai da criança já tinha tirado a vida à sogra”.

O advogado desconhece o que se fez durante estes quatro meses, e também não sabe se foi aberto algum processo-crime, contudo revela que “A 29 de janeiro fizemos um requerimento no qual juntámos algumas ameaças que o ex-marido da minha cliente lhe fazia. Tentámos tudo para que ela tivesse a guarda total da menina.”

No dia de todas as decisões, em que o pai tirou a vida à sogra e à filha, Sandra esperava ter uma aliada de peso no processo, a mãe do homicida queria ajudar Sandra a ficar com custódia da filha. “Ela disse-me que a mãe dele queria depor. Não sabíamos se o juiz aceitaria, mas mesmo assim íamos levá-la a tribunal”, revelou ainda o advogado.Y



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