Idosa de 93 anos acamada obrigada a deslocar-se a junta médica

Isabel Conceição, de 93 anos, ficou acamada devido a uma queda em casa há cerca de nove meses. A idosa é residente na Damaia, Amadora, e é completamente dependente.

A família da idosa, devido ao seu estado de saúde, solicitou, em fevereiro, o complemento de dependência à Segurança Social. A resposta por parte da Segurança Social surgiu apenas cinco meses depois da solicitação, em julho, e deixou Pedro Vaz, o neto de Isabel, boquiaberto.

“No pedido informámos que a minha avó se encontrava acamada e mesmo assim foi exigido que ela se deslocasse a uma junta médica para que pudesse ser atestado o seu estado de saúde”, explica.

Face à resposta dada pela Segurança Social, o neto da idosa recusou-se a levar Isabel Conceição a uma junta médica, dizendo que a sua avó “só se pode deslocar em situações de emergência” e enviou uma carta a “solicitar uma junta médica ao domicílio”, mas até ao dia 31 de agosto não tinha recebido nenhuma resposta ao pedido.

A Segurança Social foi contactada pelo CM e alega que “no requerimento de complemento por dependência não é referido expressamente que a beneficiária se encontra acamada” e que já tem “agendada para o mês de setembro uma deslocação à residência da beneficiária”.

O CM informou ainda a entidade que a idosa se encontra atualmente hospitalizada e sem previsão de ter alta nas próximas semanas: perante as novas informações a Segurança Social refere que está a “realizar esforços para a realização de uma deslocação à referida unidade hospitalar”.

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