Jovem turista abusada em Portugal quebra silêncio para “mudar sistema jurídico português”

Uma turista britânica que foi abusada ao lado da estrada em Portugal, diz que foi deixada traumatizada depois do seu agressor ter sido libertado pelo tribunal e saído de lá com um sorriso na cara.

Kate Juby, de 23 anos, tirou uma foto feliz depois da viagem da sua vida para um festival de música, antes de ir ao aeroporto para começar a sua jornada de regresso para Suffolk.

Mas menos de uma hora depois da fotografia, um homem agressivo raptou Kate e levou-a por um caminho de terra onde a abusou duas vezes.

O agressor foi identificado como Tiago Curado de Sousa, de 33 anos, que sujeitou Kate a um humilhante ataque de 20 minutos, contudo, foi autorizado a sair do Tribunal de Lagos, após uma pena de quatro anos e seis meses de pena suspensa.

Kate conta que na altura várias pessoas disseram que pedir boleia no Algarve seria seguro, e que não havia nenhum problema em fazê-lo. Contudo, uma hora mais tarde, viu-se a lutar pela vida, quando se aproximou dela para dar boleia um mecânico.

Cerca de 16 quilómetros depois de apanhar a boleia, o homem começou a desviar caminho, e disse que precisava de carregar a carrinha com alguns materiais, e que depois seguiriam caminho.

No entanto, após carregar a carrinha, ele agarrou na mulher, e abusou dela contra a carrinha durante 20 minutos. “Pensava que ia perder a vida, supliquei-lhe para que não me matasse” contou Kate, que tem agora 24 anos.

Após conseguir finalmente fugir do homem, um casal de alemães socorreu-a e tratou dela até a polícia chegar. Uma vez no hospital, Kate alega que o tratamento recebido também foi um pesadelo. “Prenderam-me na cama, tiraram todas as minhas roupas, injetaram-me com duas substâncias que nem sei o que eram, enquanto o médico me dizia para não chorar e que precisava de ‘crescer'”.

Kate sabe agora que as injeções recebidas na altura eram antirretrovirais – usados para suprimir o HIV – e antibióticos. A jovem terá recebido também pílulas anticoncecionais de emergência. A mulher foi parar à Polícia Judiciária de Portimão de seguida, onde afirma não ter recebido nem um copo de água nas longas horas que estivera la presente.

Entretanto, o agressor já havia sido apanhado pelas autoridades, e ficou à vista de Kate. Em declarações ao jornal Mirror, Kate contou “Do outro lado do vidro, estava o homem que abusou de mim. Estava-se a rir. Foi tão traumatizante quanto ser abusada. Eu comecei a chorar histericamente. Seis horas antes, esse homem tinha abusado de mim”.

Só passados 18 meses é que o agressor foi presente a tribunal, e enquanto ele teve direito a assistência jurídica, ela teve que usar Pro Bono Portugal, um grupo de advogados voluntários criado para ajudar os que não podem pagar.

Só em outubro de 2018, duas horas antes de chegar ao Tribunal de Lagos, é que conheceu o advogado. O seu agressor acabou por receber pena suspensa e foi obrigado a pagar uma indemnização a Kate, que acabou por doar a uma instituição.

A jovem ficou horrorizada ao ver Tiago Curado de Sousa sair do tribunal de braços dados com a mulher.



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