Juiz coloca em liberdade homem que tirou a vida a assaltante

Um fucionário autárquico viu através da janela da cozinha da casa dos pais João Cerqueira, um toxicodependente cadastrado de 38 anos, a tentar assaltar-lhe a viatura que estava estacionada junto ao campo do Oriental.

Enfurecido, pegou numa faca e dirigiu-se para fora. Momentos mais tarde, João Cerqueira estava morto. O homem foi detido pela PSP, mas o juiz decidiu libertá-lo mas com apresentações semanais, devido à morte do assaltante ser inconclusivo.

O crime, que aconteceu pelas 14h10 de domingo, conta com duas versões. A primeira foi apresentada ao juiz na segunda-feira.

Túlio Araújo, advogado do arguido, contou, “O meu cliente diz que só se recorda de ter chegado junto do assaltante e de lhe perguntar o que estava a fazer. Ele [João Cerqueira, o ladrão] apontou-lhe a chave de fendas usada para abrir o carro, e os dois agrediram-se”.

O  funcionário público admitiu ter dado murros e pontapés a João Cerqueira, e que tentou ainda torcer-lhe o braço. Contudo, a Polícia de Segurança Pública diz que o assaltante foi alvo de uma manobra de jiu-jitsu que adormece a vítima, o mata-leão, que lhe terá cortado a respiração até ficar inconsciente. A irmã do homicida terá assistido ao episódio e chamado o 112.

O óbito de João Cerqueira foi declarado no local, mas Túlio Araújo coloca dúvidas na causa da morte. “Do interrogatório, concluiu-se que quase de certeza a vítima não morreu de asfixia. Só a autópsia o dirá, daí a não aplicação da prisão preventiva”, contou.

A irmã do assaltante, garante que o familiar foi agredido por cinco ou seis pessoas, incluindo mulheres. “Ele tem cadastro por assaltos, sim. Mas nunca feriu ninguém. Bateram-lhe, estrangularam-no até à morte, e até uma perna lhe partiram. É um crime”, revelou.

João Cerqueira deixa para trás uma filha de sete anos. Já tinha cumprido uma pena de seis anos de prisão por crimes de furto e vivia atualmente com o pai, perto da zona onde se encontrava a assaltar.

A PJ prossegue a investigação.

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