Leonor Cipriano, condenada por homicídio da filha, sai em liberdade condicional

Leonor Cipriano, foi condenada em 2004 pelo homicídio da filha, Joana, em Portimão, Algarve.

A mulher, que se encontrava na prisão desde Setembro de 2004, foi libertada esta quinta-feira.

«Fui condenada sem provas. Não matei a minha filha. Nunca lhe faria mal. Só confessei tudo porque fui agredida na PJ de Faro» contou a mulher à saída da cadeia.

«O que sempre disse é o que sempre vou dizer. Entrei nesta cadeia sem fazer mal à minha filha. Vou dizer sempre até ao resto da minha vida, onde quer que ela esteja, quem a levou, quem lhe fez mal, por favor devolva-a», disse em declarações à TVI.

Leonor afirma que os inspetores da Polícia Judiciária a agrediram com “socos e pontapés”, que lhe bateram “com um tubo de cartão”, que lhe colocaram “um saco azul de plástico na cabeça” e que ainda a atingiram “com uma lista telefónica”.

Em 2008, no julgamento dos inspetores da PJ, o tribunal deu como provadas as agressões, no entanto não identificou os agressores.

Tanto Leonor como o seu irmão foram condenados inicialmente por 16 anos e 8 meses de prisão, acusados de homicídio e de ocultação de cadáver. Agora, após cumpridos cinco sextos da pena, Leonor saiu em liberdade condicional.

Relembre-se que Joana, desapareceu a 12 de setembro de 2004, depois da mãe supostamente lhe ter pedido para ir às compras, em Figueira, concelho de Portimão. Nunca mais voltou a ser vista desde então.



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