Militares da Força Aérea escrevem carta aberta como desabafo aos seus camaradas Bombeiros

Talvez não mude a ideia de que os militares não querem fazer nada, mas servirá com certeza para as pessoas pensarem no assunto.

“A todos os bombeiros, meus camaradas, eu peço desculpa. Peço desculpa por não poder fazer mais. Peço desculpa por ficar no quartel, enquanto vocês protegem as pessoas que num ápice ficam sem nada.

Eu sou militar da Força Aérea Portuguesa e sinto-me impotente. A verdade é que jurei bandeira e jurei proteger o meu País, mesmo com o sacrifício da própria vida mas não deixam. Retiraram-me do combate aos incêndios, retiraram-me a capacidade de agir perante um ataque ao meus País. Se eu pudesse eu ia! Eu e todos os meus camaradas, dizíamos SIM!

Desengane-se quem continua a achar que os MILITARES não querem fazer nada, porque querem! Mas as forças POLÍTICAS não deixam!

Um dos meus deveres militares é o de ter isenção política e irei continuar a cumpri-lo mas não posso deixar de partilhar a magoa que sinto.

Eu continuo a sentir-me útil para o País, amo o meu trabalho, dou tudo por esta instituição e sirvo lealmente sobre o lema “Para que os outros vivam” mas onde se encaixa este lema quando não ajudo outras vidas em risco e deixo os bombeiros batalhar sozinhos? Acorda meu amado Portugal!
Soluções? Tenho algumas.

– Voltar a colocar a Força Aérea Portuguesa no combate aos incêndios.
– Criar uma equipa de intervenção terrestre formada pelos 3 ramos para épocas especiais e extraordinárias com a formação necessária para actuar no terreno em colaboração com os Bombeiros, ajudar na logística, cortar trânsito e fazer rescaldo dos incêndios.

Peço desculpa pelo desabafo mas amanhã estou de serviço enquanto Portugal arde! Acorda meu amado Portugal”

Isto tem de ser divulgado!

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