Mulher com cancro da mama e incapacidade de 81% não tem direito a pensão

Sandra Fialho, uma mulher de 45 anos que reside no Barreiro, aguarda já desde o ano passado para que lhe seja atribuída uma pensão de invalidez.

A mulher teve a primeira intervenção cirúrgica à coluna em 2014, que lhe fez perder o emprego como empregada de balcão num café, desde então nunca mais conseguiu encontrar trabalho. A acrescentar aos problemas de coluna, Sandra Fialho lida ainda com de fibromialgia, uma doença que provoca dores constantes, e há dois anos foi-lhe diagnosticado cancro da mama. “Sempre sofri da coluna, dizem que o meu corpo cresceu muito depressa e foi-me diagnosticada fibromialgia. Acordo com dores em todo o corpo, é horrível” contou.

No final do ano passado, foi-lhe atribuída uma incapacidade de 76%, que aumentou para 81,2% neste ano após ser revista pelos doutores. Sem maneiras de arranjar emprego, Sandra Fialho já solicitou várias vezes a pensão de invalidez, que lhe foi sempre negada. A senhora não esconde a revolta e sente-se injustiçada. “Se os médicos que me seguem dizem que não posso trabalhar, mesmo que o trabalho exija pouco esforço, como é que um médico que está durante um minuto comigo numa sala pode dizer que estou bem? Parece que desconfiam de nós”, lamentou a senhora.

Sandra Fialho, sobrevive atualmente com menos de 450 euros por mês, que lhe são pagos pela prestação social para inclusão e pelo rendimento social de inserção.

A Segurança Social defendeu-se afirmando que não se verificou incapacidade permanente para o trabalho, e explicou ainda que a exclusão da pensão de invalidez provém da avaliação dada por profissionais da Ordem dos Médicos, que operam com independência técnica.

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