Município de Lisboa com falta de meios para limpar o lixo da cidade

A capital portuguesa tem falta de meios para limpar o lixo da cidade.

Nos últimos meses, quem vive e trabalha em Lisboa, tem presenciado o excesso de lixo nas ruas. Zonas turísticas, bairros históricos e locais de diversão, nada escapa à acumulação de lixo na via pública.

Uma das zonas mais afetadas pelo lixo é o Bairro Alto. Garrafas de vidro, copos descartáveis nos rodapés das portas, caixas de papelão de pizzas, são vários os exemplos de lixo deixado no bairro praticamente todas as noites. Os moradores da zona culpam o acontecimento devido ao aumento do turismo e a falta de meios de limpeza conjugado com a falta de civismo da população.

O presidente da Associação de Moradores da Misericórdia (onde se localiza o Bairro Alto e o Cais do Sodré), Luís Paisana, diz à Lusa que o turismo não tem permitido “aos serviços de limpeza encararem esta realidade de 32 toneladas [de lixo] por dia”. O lixo no chão além de ser um risco para a saúde pública, “atrai ratos, baratas e pombos”.

A presidente da junta, Carla Madeira, reconhece o problema e diz que tem notado a diminuição no número de recolhas (uma responsabilidade do município) em algumas zonas da freguesia. Já quanto à varredura e lavagem das ruas, competência das juntas, justifica com a falta de recursos humanos.

Também na Estrela o acumular de lixo está a indignar quem lá vive e paga impostos. Em junho, foram feitas 253 queixas relativas ao lixo. Em julho, foram 171. “As reclamações incidem sobretudo no lixo depositado junto aos ecopontos, nas esquinas, em becos e junto a árvores”, explica o presidente da junta, Luís Newton.

Noutras zonas da cidade, como São Domingos de Benfica e Benfica, os monos incluem sofás, madeiras e cadeiras de escritório.

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