Portugal a arder – O crime organizado de destruição massiva

A grande maioria dos incêndios tem inicio durante a noite, ou já depois das seis da tarde, altura em que o vento costuma soprar com mais intensidade e torna o combate às chamas mais complicado.

Não há margem para dúvidas de que esses incêndios correspondem, na sua grande maioria, a mão criminosa. Apesar disso, o governo insiste em falar na falta de limpeza das matas e raramente fala em intenção criminosa, nunca admitindo a hipótese de se tratar de um crime organizado. PORQUE SERÁ?

No programa da SIC Notícias “Negócios da Semana”, Clemente Pedro Nunes, professor do Instituto Superior Técnico, afirma que ” Estamos perante uma situação que é gravíssima. O número de ignições é uma coisa absurda – 10 vezes superior que nos restantes países da Europa. Se compararmos a área ardida em Portugal e Espanha, o factor de incidência em Portugal é cerca de 25 vezes maior que em Espanha. Chegámos a um absurdo!”

“Nós não podemos ter mais um ano ou dois como este. A destruição patrimonial, a destruição social e a destruição demográfica que se está a passar em dezenas de milhares de quilómetros no território português é inaceitável”, acrescenta.

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