Professor de educação física abusa de aluna de 14 anos em Braga e pede para mentir

Docente de 49 anos, que era diretor de turma, foi afastado da escola de Braga e Ministério da Educação já o demitiu.

Corria já o terceiro período em 2017 quando um grupo de alunos do 9º ano pediu para falar com a diretora da escola que frequentavam. Eram cinco estudantes e estavam preocupados com as mensagens que encontraram no telemóvel de uma colega de turma de 14 anos e que envolviam um professor. Parecia uma “relação de namorados”.

A diretora viu as mensagens, que os alunos tinham fotografado, e agiu. Chamou a mãe e o caso foi participado às autoridades. O professor de Educação Física de 49 anos, que era também diretor de turma da vítima, acabou detido pela Polícia Judiciária e irá agora ser julgado em Braga pelo crime de abuso íntimo da menor dependente, de trato sucessivo.

O acaso que levou à descoberta das mensagens originou o princípio da investigação, com a diretora a conversar com a aluna e a ficar convencida que não falava toda a verdade. Quando a responsável chamou a mãe da menor, esta confirmou que já tinha suspeitas de que se passava algo de anormal com a filha devido à alteração de comportamento.

Nessa altura, confrontada com a situação, a adolescente acabou por contar tudo à mãe. Confessou que os colegas tinham tido acesso ao seu telemóvel e tinham visto as mensagens do professor, o que a perturbava. Acabou por relatar os três meses em que tudo aconteceu – desde o início, em fevereiro de 2017, no interior da escola, até ao dia de abril em que a levou para um escritório na cidade de Braga.

A escola, uma EB 2.3, e a mãe comunicaram ao Ministério Público e a PJ iniciou a investigação. O professor foi detido em setembro de 2017, ficando em liberdade mas proibido de exercer a profissão de professor de menores, de contactar a vítima, familiares e alunos e ainda de se aproximar da escola.

O pai da aluna é assistente no processo e pede uma indemnização de 50 mil euros. Aproveitou-se da fragilidade da aluna, alega a família, lembrando que a adolescente é hoje acompanhada por um psicólogo e por um psiquiatra. Ficou afetada com a situação e tem momentos de choro compulsivo e necessita de tomar anti-depressivos.



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