Quem eram os 4 heróis que perderam a vida na queda do helicóptero do INEM

O helicóptero do INEM que se despenhou ao início da noite de sábado, tirou a vida a quatro pessoas. O dispositivo foi encontrado por volta das 01h30 de domingo, seis horas depois de desaparecer do radar. Nessa altura confirmou-se o pior cenário, nenhum dos tripulantes sobreviveu ao acidente.

“Os destroços foram encontrados com os quatro corpos sem vida, dois deles ainda junto dos destroços da cabine e outros dois junto dos destroços, mas fora da cabine, a cerca de 700 metros a sul de Capela de Santa Justa, freguesia do concelho de Valongo”, revelou aos jornalistas o Comando de Operações de Socorro, tenente-coronel Carlos Alves, num briefing durante a madrugada deste domingo.

O piloto da aeronave era João Lima, que seguia juntamente com o copiloto Luís Rosindo, a enfermeira Daniela Silva e o médico espanhol Luís Vega de 50 anos.

O experiente piloto, João Lima, conta com milhares de horas de voo em operações de emergência, principalmente no combate aos fogos florestais em Portugal.

O médico Luís Vega, era casado, e trabalhava quase há duas décadas no Hospital de Santa Maria da Feira, contava também com grande experiência nas equipas de emergência do INEM.

Tinha 50 anos. Tinha nacionalidade espanhola mas vive com a mulher, também espanhola, há cerca de 20 anos em Portugal. 

A enfermeira que seguia no aparelho, Daniela Silva, de 34 anos, morava em Baltar, Paredes.

Já tinha feito parte da corporação dos bombeiros de Baltar. Atualmente fazia parte dos quadros do INEM.

Sobre o copiloto Luís Rosindo, ainda pouco se sabe, no entanto, ele completava com João Lima a equipa da tripulação.

Os quatro profissionais que seguiam no aparelho “aceitaram enfrentar condições meteorológicas bastante adversas para ajudar a salvar mais uma vida”, sublinha o comunicado.

O bastonário da Ordem dos Médicos, num comunicado enviado este domingo enalteceu “o espírito de missão destes profissionais, que faleceram ao serviço da Humanidade, ajudou a salvar muitas vidas”.

Miguel Guimarães afirmou que:

“São um exemplo para todos nós de coragem, resiliência e dedicação a uma causa maior, salvar vidas. Uma missão heróica que honra todos os portugueses”.

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