Rapaz de 7 anos que queria pôr termo à sua vida devido ao bullying deixa carta arrepiante ao professor

Quando Jack Wilkinson não conseguia mais lidar com intimidação implacável e insultos cruéis, escreveu uma nota desesperada à sua professora do segundo ano e deixou-a em cima da sua mesa.

“Deus, por favor, aceita-me”, escreveu o menino de sete anos com a sua melhor caligrafia.

Apenas algumas semana antes, ele tinha sido alvo um ataque que durou 10 minutos, de um dos seus colegas mais velhos, no recreio.

A sua mãe, Kristy Sturgess, disse ao Daily Mail Australia que Jack foi diagnosticado com um distúrbio de ansiedade devido aos insultos e crueldades que sofria.

Enquanto algumas crianças haviam dito que ele era “maluco” e o provocaram, o bullying tornou-se físico e extremamente violento quando começou o segundo ano. “Sempre houve crianças que decidiram que Jack era um alvo fácil por causa das suas reações”, disse ela.

A mãe, Sturgess, disse ainda que, quando Jack tinha seis ou sete anos, ele voltava da escola em lágrimas, implorando para não ter que voltar. No primeiro dia do segundo ano foi tropeçado por um ‘valentão’. “Esse foi um dos primeiros sinais de que seria um ano extremamente difícil para Jack”, disse ela.

O menino já levou “murros na cabeça”, até que, finalmente, o bullying culminou num ataque total. “Jack foi fisicamente agredido e pontapeado no recreio por quase 10 minutos, e foi esfaqueado com um garfo de plástico nas costas”, explicou Sturgess.

Sturgess disse que o seu outro filho, o irmão gémeo de Jack, contou que o espancamento durou dez minutos antes que os adultos chegassem para separar os meninos. “Lembro-me de ter conseguido segurar no Jack [naquele dia], e ele mancava e segurava o ombro, em lágrimas”, disse ela. Ele tinha hematomas nas pernas e uma marca de garfo no ombro. Eu acabei de chorar, tinha sido a gota de água para Jack.

Sturgess disse que Jack, que tinha apenas sete anos na época, e não via esperança para o seu futuro. “Ele tinha sete anos e acabou de terminar”.

Em casa, ele escreveu na sua mesinha uma carta: ‘Eu não quero estar vivo’. Quando ele voltou para a escola algumas semanas mais tarde, deixou uma nota para o seu professor. ‘Deus, apenas leva-me’, dizia a carta.

Nos meses seguintes, Sturgess trabalhou incansavelmente para ajudar o filho a recuperar a pouca confiança que havia sido completamente destruída.

A família procurou apoio de conselheiros e programas externos, incluindo a arteterapia, para ajudar Jack a lidar com sua ansiedade e resolver o trauma da sua intimidação.

Jack disse que se sentia melhor quando conseguia conversar com alguém sobre os seus problemas e queria garantir que as outras crianças tivessem a mesma oportunidade. Ele sempre gostou de desenhar e descobriu que isso o ajudava a lidar quando se sentia sobrecarregado ou aborrecido.

Sturgess, dona de um negócio de confecções, sentou-se com o filho e perguntou: “Gostarias de fazer mais com esses desenhos?”. A dupla decidiu transformar algumas das obras de arte favoritas de Jack em t-shirts e vendê-las on-line para ajudar a arrecadar dinheiro para a Kid’s Helpline.

Sturgess disse que apoiar a organização das crianças, que oferece aconselhamento por telefone ou online 24 horas por dia, é uma maneira de ajudar pessoas como o seu filho. Reconheceu ainda que nem todos tinham o mesmo apoio que Jack, e algumas crianças precisavam de um lugar para ir onde pudessem ficar anónimos e receber ajuda.

“Não se espera que [o que aconteceu com Jack] aconteça, mas essas elas acontecem, e muitos dos alvos são crianças que sofrem desses distúrbios [como ansiedade]”, disse ela. A Kid’s Helpline oferece o apoio que muitas crianças não recebem.

“É sobre deixar que as pessoas saibam que a saúde mental não é um tabu para falar – não há problema em não ficar bem e há pessoas com quem se pode falar confidencialmente.”



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