Relação amorosa com ex-reclusa tira Leonor Cipriano da prisão

Fontes prisionais revelaram ao Correio da Manhã que um relacionamento íntimo com uma ex-reclusa deram a Leonor Cipriano esperanças de futuro quando esta saiu da cadeia de Odemira.

A mulher saiu da cadeia esta quinta-feira, onde esteve desde setembro de 2004. Apesar de não querer atribuir culpas ao irmão, esta recusa-se em relacionar-se com ele.

Em entrevista à TVI, Leonor diz “Não quero nada com ele. Porque dei-lhe casa e se não lhe tivesse dado casa, se calhar a minha filha não tinha desaparecido”.

Quando foi questionada sobre o porquê de ter confessado o crime ao longo do processo, Leonor justificou:

“Torturaram-me tanto, deixaram-me toda roxa de tanta porrada que me deram que cheguei a um ponto em que já não sabia o que estava a dizer, já não dizia coisa com coisa”. Confessou ainda estar arrependida de ter admitido o crime, que segundo ela, nunca cometeu.

“Com a porrada que levei, disse (que a matei). Mas se o arrependimento matasse, hoje era uma pessoa morta. Mas não fiz (mal à filha). E tenho a cabeça erguida e vou sair daqui e sei que não o fiz. Vou a todo o sítio que eu poder ir, vou à procura da minha filha, hei-de encontrá-la, nem que seja não sei onde. Porque até hoje nunca tiveram provas, não encontraram a minha filha e meteram-me aqui dentro, sem provas sem nada”

“O que sempre disse é o que sempre vou dizer. Entrei nesta cadeia sem fazer mal à minha filha. Vou dizer sempre até ao resto da minha vida, onde quer que ela esteja, quem a levou, quem lhe fez mal, por favor devolva-a”, disse em declarações à TVI.



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